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Condições Meteorológicas Adversas | Precipitação, Vento e Agitação Marítima
Medidas Preventivas
1. Situação Meteorológica:
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) destaca para os próximos dias:
Hoje (09FEV)
• Precipitação mais persistente e pontualmente forte no até meio da tarde.
• Vento do quadrante oeste mais intenso no litoral (< 40 Km/h) e nas terras altas (<45 Km/h), com rajadas até 75 Km/h.
Amanhã (10FEV)
• Precipitação persistente, podendo ser pontualmente forte.
• Vento do quadrante oeste mais intenso na faixa costeira (< 40 Km/h) e nas terras altas (<45 Km/h), com rajadas até 80 Km/h.
• Agitação marítima forte com ondas de noroeste na costa ocidental.
4ª feira (11FEV)
• Precipitação persistente, podendo ser pontualmente forte.
• Vento do quadrante oeste mais intenso na faixa costeira e nas terras altas (<45 Km/h), com rajadas até 70 Km/h e 90Km/h respetivamente.
• Agitação marítima forte com ondas de noroeste na costa ocidental, com alturas significativas até 5 metros.
Informação meteorológica em 👉 https://www.ipma.pt/pt/index.html
Informação Hidrológica
De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) recomenda-se ainda o seguimento da situação hidrológica devido ao risco de inundações nas seguintes bacias/municípios:
Rio Guadiana: Alcoutim; Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Deverá ser dada uma especial atenção às zonas historicamente identificadas como vulneráveis a inundações, em particular em bacias hidrográficas não regularizadas e de rápido escoamento e naquelas em que se faça sentir o efeito de maré. Podem ainda ocorrer dificuldades de escoamento causadas por obstruções da rede pluvial e/ou de linhas de água que podem dar origem a constrangimentos locais.
Dado o estado de saturação dos solos, não são de excluir impactos resultantes de movimentos de massa em vertentes localizados.
Informação hidrológica em 👉 https://apambiente.pt
2. Efeitos Expectáveis
Estes episódios de precipitação, vento forte e agitação marítima são suscetíveis de originar:
(a) Inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiência ou obstrução dos sistemas de drenagem;
(b) Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água;
(c) Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas, entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo;
(d) Piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à eventual formação de lençóis de água;
(e) Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
(f) Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
(g) Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
(h) Queda de árvores e de estruturas fixas e móveis com possível impacto nas redes rodoviária, de distribuição de energia e de comunicações.
3. Medidas Preventivas
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
– Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
• Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
• Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
• Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
• Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
• Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
• Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
– Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
– Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
– Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
– Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.
Acompanhe também as recomendações (cuidados a ter com o frio) da Direção-Geral da Saúde em 👉 https://www.dgs.pt/
TODOS SOMOS PROTEÇÃO CÍVIL!