Património do Concelho de Lagoa

28 de junho a 27 de agosto - Votação e implementação dos projetos.

Edificada presumivelmente entre os anos 1521 e 1525, a Igreja da Misericórdia de Lagoa, ou de Nossa Senhora da Visitação, encontra-se implantada no coração da malha urbana. A frontaria, reconstruída após os estragos provocados pelo terramoto de 1755, exibe um frontão recortado, enquadrado por dois volumosos pináculos, com escudo encimado por coroa real em relevo ao centro, que substituiu o anterior, mais ornamentado. O seu interior, de planta retangular e cobertura em madeira e telhas no lugar da primitiva abóbada, é decorado por painéis de azulejos do século XVII e friso de açafates floridos enquadrados por folhagem barroca. Na capela-mor pode-se observar um primoroso retábulo em talha dourada, obra dos finais do século XVII, onde se enquadra uma bela imagem do Senhor Crucificado. De destacar são igualmente as imagens, colocadas em nichos pintados a vermelho, de S. João Baptista e de Santa Isabel, Rainha de Portugal, ambas do século XVIII. De entre outros aspetos da história da Misericórdia de Lagoa, refira-se a existência de uma antiga azinhaga.

A Igreja da Misericórdia de Estômbar, ou de Nossa Senhora do Rosário, é uma das mais antigas misericórdias do país. Este edifício de planta regular, com nave única coberta por abóbada de berço e sacristia anexa, foi fundado nos finais do século XVI (1586) no local onde funcionou o hospital mandado edificar pelo escudeiro Diogo Pincho, conforme a inscrição que se conserva na verga de uma porta, hoje de difícil leitura. Sabe-se que o edificado foi reparado em 1677, sendo arruinado pelo terramoto de 1755 e novamente reerguido. A fachada deste pequeno mas gracioso templo, encimada por frontão triangular e pinaculado, conserva a porta quinhentista sob um óculo e um escudo com coroa real, e campanário do século XVIII (1754). Tanto o arco triunfal como a capela-mor oferecem pinturas da mesma centúria (1767), sendo o retábulo do altar em talha dourada. Guarda algumas imagens religiosas de madeira, bem como oito bandeiras e nove varas de mando, todas do século XVII, bem como um cálice de prata branca de inícios do XVIII e uma bacia de faiança de inícios do XIX.

 

  

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