Educação

"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo " Paulo Freire

O tema do 8º Congresso das Cidades Educadoras Portuguesas propõe-se aberto, motivador de múltiplas leituras. Que inspire e não limite, seja a reflexão teórica, a participação dos autarcas das Cidades Educadoras Portuguesas, ou as experiências e boas práticas a projetar.

Criar (na) cidade é um desafio temático inspirado no “Direito à Cidade”, uma proposta do filósofo e sociólogo Henri Lefebvre, de reconhecido impacto nas visões e reflexões sobre a Cidade, sobre o direito à Cidade, e posteriormente sobre o direito à Cidade Educadora.

Na apresentação à edição portuguesa desta obra de referência, Carlos Fortuna escreveu que este é “um texto que abre e não um texto que culmina uma matura reflexão sobre a cidade e a vida urbana”. Já a 2 de novembro de 2018, o reputado sociólogo português defendeu que o desafio de Lefebvre, lançado há 50 anos, continua bem atual. Esta foi uma das principais conclusões do Colóquio aberto à comunidade lagoense, e participado por técnicos de diversas áreas de intervenção, realizado na Biblioteca Municipal de Lagoa sob o título “O Direito à Cidade - na agenda urbana há 50 anos”.

Para Criar (na) cidade convocam-se os inesgotáveis percursos da criação, as múltiplas formas de habitar, a criatividade, a educação pela arte, a cultura na cidade, as identidades e as imagens das Cidades, os seus sentidos e emoções. 

Apela-se a toos estes componentes que em sistema de redes erigem a Cidade Educadora.

A cidade “é o lugar da sua reprodução. (…) A cidade é obra, mais aproximável da obra de arte do que de um simples produto material. Se há produção da cidade e das relações sociais na cidade, tal constitui uma produção e reprodução de seres humanos por seres humanos, mais do que uma produção de objetos.” (Lefebvre, p. 56).

Criar (na) cidade propõe relacionar a Arte e a Educação, pedindo-lhes dimensões diversificadas da Cidade Educadora, enquanto espaço habitacional e de convívio.

Artes plásticas, artes musicais, artes performativas, arte urbana, vivem na cidade, expressam-se nas dimensões da educação formal, não formal e informal. Todas se constroem no direito de viver e criar a Cidade, formam pessoas criativas, autónomas, com sentido crítico e reflexivo, favorecendo uma participação igualitária e de respeito por todos e todas no acesso à educação e à formação ao longo da vida.

 

 PROGRAMA PROVISÓRIO 

 

 

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